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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA Rodovia BR 050, Km 78, Bloco 1CCG, Sala 208 - Bairro Glória, Uberlândia-MG, CEP 38400-902 |
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Plano de Ensino
IDENTIFICAÇÃO
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Componente Curricular: |
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Unidade Ofertante: |
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Código: |
Período/Série: |
Turma: |
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Carga Horária: |
Natureza: |
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Teórica: |
Prática: |
Total: |
Obrigatória: |
Optativa: |
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Professor(A): |
Ano/Semestre: |
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Observações: |
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EMENTA
Fatores de formação do solo e tridimensionalidade da paisagem. Relação solo-paisagem-uso. Descrição e interpretação morfológica de perfis de solo. Noções de levantamento de solos para aplicação às classificações técnicas. Avaliação de aptidão ou da vocação natural das terras. Principais solos nos diferentes domínios brasileiros. Aptidão e necessidades de manejo do solo para usos múltiplos. Práticas de uso, manejo e conservação do solo e da água. Bacia hidrográfica como unidade conservacionista. Equação universal de perdas de solo e outros modelos de predição. Controle e estabilização de encosta e taludes. Geoprocessamento e métodos de pesquisa em manejo e conservação do solo e da água. Bacia de retenção, planejamento e conservação de estradas no meio rural.
JUSTIFICATIVA
Após ter cursado a disciplina, o aluno deverá ser capaz de conhecer os elementos do clima, do solo, da paisagem com e sem interferências antrópicas, bem como as práticas de uso e manejo legais que levam o solo ao melhoramento ou a degradação após as diversas interferências. Será capaz de distinguir e entender sobre o uso do tempo e as diversas nuances de sustentabilidade ambiental, além de compreender fatores que limitam esta sustentabilidade. Aplicar conhecimentos básicos e avançados para o melhoramento, para o manejo e a conservação/preservação ambiental, a sustentabilidade agroambiental entre os demais recursos naturais indispensáveis à sobrevivência humana.
OBJETIVO
Objetivo Geral: estudar a aptidão dos solos na paisagem, sua interação com o meio, bem como as interferências das diferentes modalidades de uso e manejo na qualidade do solo, em função do interesse ambiental previsto na legislação. Estudar e propor práticas edáficas, vegetativas e mecânicas para o controle da erosão e a perda de água, com adoção da bacia hidrográfica como unidade para o manejo e a conservação.
Objetivos Específicos: conhecer o solo e o ambiente tropical, visando definir potencialidades e limitações quanto à utilização para os múltiplos usos; Analisar e interpretar as diferentes modalidades de levantamentos pedológicos/geológicos de solos, visando sua aplicação às diferentes modalidades de classificações técnicas, com ênfase ao sistema de classificação da aptidão do solo e da capacidade de uso; Diagnosticar, avaliar e propor medidas de controle e/ou recuperação aos diferentes processos de degradação e processos erosivos provocados pelo homem ou a natureza; Realizar levantamentos do solo e do ambiente, visando a elaboração de diferentes modalidades de classificações técnicas, obedecendo à capacidade de uso e sustentabilidade da terra; Planejar e orientar o uso de práticas mecânicas para o manejo e a conservação de solos e da água, respeitando os recursos da natureza; Diagnosticar problemas de uso do solo e da água e propor soluções para a atividade agropecuária.
PROGRAMA
TEÓRICO
1. Sustentabilidade (24 horas aulas)
1.1 Noções de sustentabilidade Agropecuária
1. 2 Sustentabilidade ecológica de alguns cultivos
1. 3 Alguns parâmetros ambientais de avaliação da sustentabilidade ecológica
1. 4 Exemplos de reparações e redirecionamentos
1. 5 Aspectos metodológicos de sustentabilidade econômica ambiental agropecuária
1. 6 Sustentabilidade econômica como estratégia de sobrevivência. Índices de sustentabilidade
1. 7 Noções de sustentabilidade ambiental
1. 8 Evolução da avaliação da sustentabilidade ambiental no Brasil após Conferências da ONU.
1. 9 Perdas de sustentabilidade ambiental/econômica e ecológica após intervenções
1.10 Identificação e avaliação da participação de variáveis de produção na sustentabilidade dos investimentos.
1.11 Aspectos práticos (aula prática) relacionados à visão de sustentabilidade
2- Sustentabilidade de produção madeireira no Brasil (8 horas aulas)
2.1. Noções de levantamento de solos para uso em silvicultura brasileira
2.2. Interpretação de mapas de solos para uso silvicultural e agropecuário
2.3. Diversificação de usos madeireiros visando a sustentabilidade Ambiental, Econômica e Social
2.4. Visão prática da sustentabilidade de produção madeireira.
3-Usos do Solo. (16 horas aulas)
3.1 – Ocupações das terras brasileiras, segundo a ciência do solo.
3.2 – Noções de Políticas públicas brasileiras para uso e ocupação do solo
3.3 – Expansões das atividades agropecuárias no Brasil.
3.4 Incentivo à produção agropecuária e ocupação do solo urbano
3.5 – Solos de formação “Barreiras” – uso especial.
4. Noções dos diversos levantamentos de solos para uso em Silvicultura (4 horas aulas)
4.1. Recordações sobre as diversas possibilidades de Interpretação e mapas de solos
4.2. Interpretação de dados analíticos de solos visando uso do mesmo e suas limitações
5. Avaliação de aptidão agrícola de terras - Estudos de Caso (4 horas aulas)
5.1. Sistemas de avaliação de aptidão agrícola empregados no Brasil;
5.2. Solo ideal ambientalmente x solo real com suas possibilidades de uso;
5.3. Estimativa de limitações dos solos para agricultura;
5.4. Praticas de redução x praticas de convivência;
5.5. Estimativa da viabilidade de melhoramento da sustentabilidade ambiental;
5.6. Classes de aptidão agrícola e suas funções ambientais;
5.7. Interpretação de mapas de aptidão agrícola para uso racional;
6. Principais solos brasileiros e seu manejo para agricultura (4 horas aulas)
6.1. Principais classes de solos;
6.2. Características das principais classes;
6.3. Áreas de ocorrência;
OBS: Ainda compõe o Programa desta disciplina o conteúdo em forma de questionários e dissertação desenvolvido pelos discentes fora do horário de aula, para complementar as atividades. Serão questionários e resenhas a serem desenvolvidas para complementação da Carga horária desta disciplina neste semestre. (Prevê-se em torno de 15 horas extras de dedicação dos discentes)
PRÁTICO
1.Exemplos de casos de uso de solo para Agricultura e Silvicultura
2. Visita em áreas de cultivo de interesse.
Seminários sobre temas práticos aplicados à Ementa do Curso, principalmente à Sustentabilidade
Exemplos de uso do solo no Campus Umuarama/Glória.
Visita à Fazenda Experimental de Água Limpa.
METODOLOGIA
As aulas teóricas serão desenvolvidas em sala, mediante uso de recursos de áudio visual, com destaque: projetor multimídia (data show) acoplado ao microcomputador. Também serão utilizados: aula expositiva no quadro negro, discussão textos individuais e em grupos. Treinamento para análises e interpretação de textos técnicos, elaboração de seminários e apresentações pelos alunos com avaliação dos professores e comentários dos colegas, estudos dirigidos.
As aulas práticas poderão ser ministradas em laboratório de solos, aulas de campo, sala de vídeo e sala de aula para resolução de exercícios, interpretação de textos, resolução de prova, etc.
Cronograma de atividades: Prefere-se listas os temas a serem tratados em maiores detalhes a seguir, sem esta previsão semanal.
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Semana |
Data da Aula |
Módulo/Assunto |
Atividades Previstas |
|---|---|---|---|
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1 |
09/06 |
Sustentabilidade | Exposições teóricas e práticas |
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2 |
16/06 |
Sustentabilidade | " |
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3 |
23/06 |
" | " |
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4 |
30/06 |
" |
" |
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5 |
07/07 |
Sustentabilidade de produção madeireira no Brasil |
" |
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6 |
14/07 |
" |
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- |
21/07 |
Não haverá aula |
Reposição de aula de Quinta-feira |
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7 |
28/07 |
Usos do Solo |
Aula expositiva em Sala de Aula - Seminário |
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8 |
04/08 |
Noções dos diversos levantamentos de solos para uso em Silvicultura |
" |
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9 |
11/08 |
Avaliação de aptidão agrícola de terras- Estudos de casos para estimativas. |
" + apresentação seminário |
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10 |
18/08 |
Interpretação de dados analíticos de solos visando uso do mesmo e suas limitações |
" +Apresentação seminário |
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11 |
25/08 |
Principais solos brasileiros e seu manejo para agricultura |
" +Apresentação seminário |
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12 |
01/09 |
Práticas de redução x práticas de convivência |
Aula expositiva sobre o assunto |
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13 |
08/09 |
Visão prática da sustentabilidade de produção madeireira. |
" +Apresentação seminário |
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14 |
15/09 |
Exemplos de casos de uso de solo para Agricultura e Silvicultura - Visita a área de produção Madereira |
Vista a Área de Produção madeireira |
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15 |
22/09 |
Estimativa da viabilidade de melhoramento da sustentabilidade ambiental |
Exercício prático no campo |
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- |
29/09 |
Não haverá aula |
Período destinado a atividades acadêmicas não relacionadas às disciplinas, de acordo com a Resolução RESOLUÇÃO CONGRAD Nº 158, DE 24 DE FEVEREIRO DE 2025 |
Atividades Acadêmicas Extras:
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Atividades de complementação (TCE) |
Carga horária |
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Trabalho escrito sobre temas relativos à disciplina |
5 |
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Relatório escrito sobre atividades de Extensão do Curso de EAS |
2,5 |
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Trabalho complementar sobre Discussão Técnica de Plano de Manejo de solo em UC |
2,5 |
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Soma de atividades |
10h |
AVALIAÇÃO
1ª PROVA: 40 %: Data = 24/07/2025
2ª PROVA: 40 %: Data = 15/09/2025 (conteúdo já estudado).
3ª PROVA (Optativa – para quem perdeu demais): 60 %: Data =
- Esta prova é alternativa para quem perdeu alguma prova anterior. Ela será de toda a matéria. A última semana de aula é reservada para conferência de notas, etc.
Revisão da Prova: As questões de provas serão resolvidas em sala de aula no dia de entrega da mesma. Além disto, após divulgação da nota (esta ação será registrada). Não se deseja revisões individuais de prova, etc. Toda revisão deve ser perante toda turma.
AVALIAÇÕES Práticas:
Questionários (10 %).
Seminário = 10 %
Em Resumo: Provas (40+40) + Questionários =10 % + Seminários =10 % = 100 pontos.
Atividades
Aulas expositivas em sala, exercícios, discussão em grupos.
Seminário deverá ser apresentado e escrito pelo grupo, iniciando por um integrante sorteado no momento da apresentação, seguido pelos demais. A nota de seminário é única para todo grupo.
SOBRE SEMINÁRIOS.
- formar grupo individual para cada tema;
- a data de apresentação do seminário será sorteada em sala de aula. Não poderá haver mudança de data. Se houver motivo de força maior, a apresentação ocorrerá na semana seguinte, mesmo que coincida com outro seminário;
- o grupo deverá enviar para o professor a parte escrita 3 dias antes da apresentação;
Sugestão de Temas: (o discente pode sugerir outro tema alinhado com a disciplina)
Não esqueça de sugerir a data de apresentação.
2- Novos parâmetros para qualidade ambiental dos Povoamentos florestais da FSC (a partir de 2020). Diferenciações de uma Certificação de um Licenciamento ambiental.
3- Política de Recursos Hídricos – Lei 9.433/97. Discorrer sobre nuances deste tema.
4- Conceitos de Utilidade Pública e Interesse Social como fundamentos da Preservação Ambiental.
5- Nuances sobre Código Florestal brasileiro aplicados a Eng. Ambiental. Lei 12.651/12.
6- Lei de Crimes Ambientais (Lei 9 605/99). Aspectos relacionados às Unidades de Conservação.
7- Aspectos ambientais aplicados à SNUC – Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Exemplo de um Plano de Manejo de uma UC
8- Uso e ré-uso de águas servidas.
9 - Uso de Agrotóxico – Facilidades e manejo ambiental adequado. Legislação sobre uso de Agrotóxico. Classificação. Medidas protetivas.
OBS:
Faltas ou atrasos na aula implicam indiretamente em perda de nota, quando o aluno não procurar se atualizar do assunto. Prova substitutiva não será para eliminação da menor nota.
Qualquer forma de cola ou fraude nas avaliações implica em nota zero e penalidades do regimento da UFU.
Uso de celular não será permitido, nem nas aulas, nem durante as avaliações.
As provas serão individuais e sem consulta.
Quadro de avaliações:
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Avaliação: |
Pontuação: |
Data: |
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Prova 1 |
40 % |
24/07/2025 |
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Prova 2 |
40 % |
15/09/2025 |
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Seminário/Sabatinas/Apresentação |
(10 + 10) 20% |
todo período |
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Avaliação de Recuperação |
80 |
22/09/2025 |
Cômputo da Nota Final:
Provas (40 + 40 %) + Seminário escrito (05 %)+ Apresentação Seminário (05 %) + Sabatinas (10 %) = 100%
A prova de recuperação anulará as notas de provas durante do semestre. Portanto, valor de 80%
BIBLIOGRAFIA
Básica
David, D.; Pruski, F.F.; Gestão de Recursos Hídricos - Aspectos legais, econômicos, administra vos e sociais. Ed. Folha de Viçosa, Viçosa, 2006.
Brandão, V.S.; Cecílio, R.A.; Pruski, F.F.; David, D. Infiltração da Água no Solo - 3ª Edição, 2006.
COSTA, J.B. Caracterização e constituição do solo. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1997. 527p.;
SÁ, J.C. de M. Plano Diretor no Brasil: Manejo da fertilidade do solo no sistema de plano diretor de Passo Fundo, Editora Aldeia Norte/EMBRAPA-CNPT/FUNDACEP-FECOTRIGO/FUNDAÇÃO-ABC, 1993. p.37-60.
SANCHES, P.A. Suelos del tropico: caracteristcas y manejo. San José: IICA, 1981. 634p
BERTONI, S., LONBARDI NETO, F. Conservação do Solo. Piracicaba, ícone, 1989, 355p.
EMBRAPA - Levantamentos de reconhecimentos de média intensidade dos solos e avaliação da aptidão agrícola das terras do Triângulo Mineiro. SNLCS, Rio de Janeiro. Bolem de Pesquisa 1.
LEPSCH, I. F. Manual para levantamento utilitário do meio físico e classificação de terras no sistema de capacidade uso. Soc. Bras. Ciência do solo, 1993.
OSAKI, F. Microbacias Práticas de Conservação de solos. Curitiba, 1994. 603p.
RESENDE, M.; CURI, N & CORREA, J.F. Pedologia, base para distinção de ambientes. Viçosa, Imprensa Universitária, 1995.
SANTA CATARINA, Manual de uso, manejo e conservação do solo e da água. 2o ed. EPAGRI, 1994
Complementar
REUNIAO BRASILEIRA DE MANEJO E CONSEVAÇÃO DO SOLO E DA ÁGUA, 10, Florianópolis, SBCS, 1994. 428p.
ROCHA, J. S.M. Manual de Projetos Ambientais. Imprensa Univ., Santa Maria, RS, 1997. 423p.
Ministério do Meio Ambiente, dos recursos hídricos e da Amazônia legal. Recursos hídricos e desenvolvimento sustentável da Agricultura. MMA, SRH, ABRAS, Brasília, 1997. 252p.
Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior. Encontro nacional: recursos hídricos e desenvolvimento sustentável – Agenda 21. Brasília, ABEAS, 1996. 107p.
Revistas e Periódicos: (Haverá intenso de envio de material complementar aos estudantes, com o avanço das diversas aulas da disciplina. Serão publicações regionais ou pontos de vistas, etc. Poderá haver cobrança em Sala de aula ou nas provas sobre a leituras de ar gos enviados. Informe Agropecuário - EPAMIG Revista Brasileira de Ciência do Solo – Sociedade Brasileira de Ciências do Solo. Pesquisa Agropecuária Brasileira – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.
APROVAÇÃO
O presente Plano de Ensino será analisado em reunião do Colegiado.
| | Documento assinado eletronicamente por José Geraldo Mageste da Silva, Membro de Comissão, em 15/08/2025, às 17:43, conforme horário oficial de Brasília, com fundamento no art. 6º, § 1º, do Decreto nº 8.539, de 8 de outubro de 2015. |
| | A autenticidade deste documento pode ser conferida no site https://www.sei.ufu.br/sei/controlador_externo.php?acao=documento_conferir&id_orgao_acesso_externo=0, informando o código verificador 6389129 e o código CRC AE53E846. |
| Referência: Processo nº 23117.037605/2025-19 | SEI nº 6389129 |